14 abril 2007



Tantas vezes caminho pelos tempos
e sobrevôo sonhos
reaprendo buscas
revejo esperas
quimeras


Tantas vezes observo os ventos
e digo não à ordem
desarranjo planos
desembaralho enganos
insanos

Tantas vezes me arrebata o fogo
e me aqueço
me esqueço
me enlouqueço
e arrefeço


Tantas vezes aprendo com os mares
a me deixar estar
sem me apressar
que outras ondas
hão de chegar

Tantas vezes me embrenho pelos matos
e silencio
meus ruídos
e me ouço
no alvoroço
de vidas
pressentidas

Tantas vezes
tantas coisas
tanto
tento
recomeçar.
(Desonheço o Autor)

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